PESSOAL

Diaries #3 – Friday Diaries

No domingo passado, comemorei seis anos de namoro com o Bryan. Para ser sincera, não me lembro de alguma vez nestes últimos seis anos termos, de facto, celebrado este dia. Recordo-me de que o ano passado nos esquecemos da data – e penso que até tenha sido o Bryan a lembrar-se, uns dias depois, de que o dia tinha entretanto passado. No entanto, este ano serviu para me relembrar de que estas pequenas coisas, estas simples conquistas que podem passar despercebidas no dia-a-dia, ganham importância face a tantas outras – e são as que mais gosto de recordar. Guardo boas memórias de simples conversas, de habituais passeios, de refeições em família, numa normalidade a que dou cada vez mais valor. Como não nos podíamos deslocar a Mafra durante o fim-de-semana, decidimos então reservar a sexta-feira para um passeio a um dos meus lugares preferidos nos arredores de Lisboa. Não sei quantas vezes andei pelas salas do Palácio, almocei nos restaurantes das redondezas ou dali conduzi rumo à Ericeira para ver o mar, mas sei que gosto sempre de regressar.

Depois de almoçarmos num dos restaurantes em frente ao Palácio – o tempo não nos convidava a grandes passeios pelas ruas e nós, para não variar, escolhemos o primeiro restaurante que nos pareceu bem, sem grandes pesquisas -, passámos por uma pequena livraria que me deixou encantada. Existem espaços que me fazem imaginar histórias, que me inspiram a escrever enredos. Esta livraria relembrou-me daquela alegria que costumo sentir quando passeio pelas ruas de um novo destino pela primeira vez ou quando começo a ler um novo livro. Fiquei mesmo contente por ter reparado no pequeno espaço – acabei por comprar três livros, da vasta gama de exemplares disponíveis, dos mais variados géneros. O proprietário da livraria, um senhor de idade, mostrou-se disponível assim que entrámos no estabelecimento, conversou comigo sobre Anne Frank e ainda embrulhou os meus livros em papel de embrulho natalício. Confesso que me deixo emocionar por pequenos gestos como este, que me recordam de que a simplicidade e a generosidade serão sempre das qualidades que mais admiro nas pessoas. Ainda antes de sairmos da livraria, conhecemos também a proprietária, esposa desse mesmo senhor. De seguida, caminhámos rumo ao Palácio, para o passeio do costume, pelas salas que conheço de cor. Gosto muito de planos assim, calmos e tranquilos, pelas pequenas relíquias nos arredores de Lisboa – Sintra, Mafra e Ericeira são os meus lugares de eleição. Deixo-vos algumas fotografias desse dia. Quais os vossos refúgios para um passeio deste género? Partilhem comigo na caixa de comentários!

Inês Nobre
Um blog sobre o que mais me apaixona, como melhor me sei expressar - pela moda e pela escrita.

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