MODA

Moda | Wishlist #1

Sempre gostei de ver wishlists – tanto as das minhas bloggers preferidas, como as das revistas de moda. Entretanto caiu em desuso, mas continuo a gostar muito. Por isso, decidi partilhar a minha wishlist de momento. Estive mais de seis meses sem comprar roupa, sapatos, acessórios, o que aconteceu por mero acaso, sem qualquer propósito específico, sem sequer pensar sobre o assunto. As minhas últimas compras foram em novembro, durante a minha viagem a Nova Iorque (como não poderia deixar de ser!). Entretanto não precisei de comprar mais nada, nem para o inverno, que não foi muito rigoroso, nem para a primavera, em que reinaram as roupas de andar por casa. Com a chegada da nova estação – e da liberdade para, aos poucos, regressarmos ao normal – comecei a procurar algumas peças novas para o meu verão.

Quando me apercebi de que não fazia compras há mais de seis meses, pensei que esta seria uma excelente oportunidade para mudar algumas das minhas escolhas em relação a marcas no campo da moda. Há mais de dois anos, partilhei alguns princípios para um consumo consciente e, na altura, confessei que sentia alguma dificuldade em encontrar um equilíbrio entre o meu gosto, o meu poder de compra e as marcas disponíveis que cumprissem o princípio da slow fashion. Sempre soube que descobriria esse equilíbrio – e tenho o maior orgulho em dizer que, finalmente, me encontro numa posição em que deixei de contribuir para o consumo preso às regras da fast fashion. Esta mudança não significa que, daqui em diante, não me volte a deslocar a um shopping – acima de tudo, simboliza uma nova fase no meu caminho na moda, em que passo a consumir de maneira (ainda) mais consciente. Para comemorar, desenhei a minha primeira wishlist, composta maioritariamente por marcas portuguesas. Existem duas exceções: os loafers da Gucci, que estão há demasiado tempo debaixo de olho para não incluir nesta lista, e as peças da marca espanhola MEYME, que me deixaram rendida.

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CONSCIOUS FASHION

Moda | OLD is the new NEW

Há uns dias apareceu um anúncio no meu feed de facebook com a frase “old is the new new“. Lembrei-me logo das peças de roupa que as minhas avós guardam nos roupeiros há anos, especialmente os casacos de inverno, que são os mesmos desde que me lembro – a gabardina verde seco da minha avó e o casaco castanho da minha mãe foram as primeiras imagens na minha cabeça. Esta publicidade deixou-me a pensar em como, por mais que escreva sobre fast fashion vs. slow fashion, a escolha mais sustentável será sempre a peça que já temos em casa. Um statement destes confere um status muito interessante a uma marca – a premissa da longa durabilidade como prova de qualidade. Esta ideia, comum nas marcas de luxo, lembra-me das peças de joalheria que passam de geração para geração, como aquelas pulseiras de ouro antigas, que pertenciam à mãe da bisavó, que nem sequer usamos, mas que guardamos para sempre.

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PESSOAL

Slow Living – Os Meus Dias

Há umas semanas publiquei algumas ideias sobre slow living, mas não cheguei a partilhar concretamente de que forma abrandei e simplifiquei os meus dias. Para ser sincera, estes tempos que nos obrigaram a permanecer em casa trouxeram-me a oportunidade de fazer uma longa pausa, de que bem precisava há algum tempo. Sinto mesmo que houve uma mudança decisiva na minha maneira de estar nestes últimos tempos, que permanecerá muito além do que vier daqui para a frente.

Acredito muito na organização e no planeamento – nos estudos, no trabalho, em casa, em (quase) tudo. Sempre pude contar com esta qualidade, mas confesso que nem sempre descomplicou os meus dias. A minha capacidade em ser organizada anda de mãos dadas com a minha dificuldade em ser realista relativamente a medidas, especialmente a calcular tempos (se bem que também sou um desastre com quilómetros). Esta limitação resultou numa contínua má gestão dos meus dias durante anos – estabelecia cinco ocupações para a manhã, mais cinco para a tarde, e quando chegava a hora de almoço ainda nem duas tinha concluído, arrastando para o decorrer da semana e deixando uma ligeira sensação de fracasso. No entanto, não há mais ninguém que deva responsabilizar pela imposição de metas demasiado exigentes senão eu, o que me leva a uma frase que não me canso de frisar: expectativas irrealistas levam a frustrações que, por sua vez, conduzem a desistências.

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PESSOAL

Slow Living

O mundo mudou bastante desde que vos escrevi pela última vez – e, curiosamente, sobre a minha viagem a Nova Iorque, que seria impensável neste momento. De repente, de uma semana para a outra, vimo-nos obrigadas(os) a mudar os nossos hábitos, as nossas rotinas, as nossas vidas. No entanto, não me canso de dizer que, apesar de tudo o que se está a passar, devemos agradecer por simplesmente estarmos bem. Esta pandemia está a ser muito mais intensa para tantas pessoas, desde quem sofre com o vírus a familiares a profissionais na linha da frente. Por isso, nos dias menos fáceis, lembremo-nos da sorte que temos em podermos afirmar que estamos em casa, em segurança, a cuidar de nós. Queria escrever sobre slow living há algum tempo; tenho este tema no meu caderninho de ideias para o blog há meses, mas nunca cheguei a elaborar algo que valesse a pena partilhar. Parece-me agora, mais do que nunca, numa fase em que o mundo se viu obrigado a fazer uma pausa, que faça então sentido partilhar algumas ideias sobre esta forma de viver devagar.

Comecemos pelo princípio: as primeiras recomendações de isolamento social coincidiram com o começo das minhas férias, o que calhou muito bem. Estou em casa há três semanas, como a grande maioria das pessoas. Para minha surpresa, estas férias, em que supostamente andaria de um lado para o outro a conhecer novos destinos no mapa, tornaram-se nas mais relaxantes desde que comecei a trabalhar, por uma simples razão – slow living. Sou-vos sincera: a minha primeira semana de férias foi um autêntico descalabro, em que pouco mais fiz do que sair da cama para o sofá e do sofá para a cama. Por vezes também precisamos de dias assim, não é? Passada essa semana, lá pensei que estava na hora de fazer algo de mais produtivo e, acima de tudo, saudável por mim. A minha mãe começou a trabalhar a partir de casa pela mesma altura, o que me permitiu melhor estabelecer horários e diferenciar dias de semana para o fim-de-semana. Desde então, tenho trabalhado muito nos hábitos diários que estabeleci no início do ano – seria algo interessante de partilhar aqui no blog? – e, pela primeira vez, tenho cumprido com bastante naturalidade e consistência. Porquê? Porque simplifiquei os meus dias.

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VIAGENS

Viagens | Nova Iorque

playing Billy Joel’s New York State Of Mind in the background

NYC – a cidade que me fez pensar esta deve ser a sensação de ter um sonho pela primeira vez. Desde que descobri que, do outro lado do oceano, existia uma cidade como Nova Iorque, que sonho em passear pelas ruas de Manhattan, de cappuccino numa mão, de telemóvel ao ouvido, de mala ao ombro, com sonhos para realizar. Cenário de filmes, de propósitos, de oportunidades, Nova Iorque sempre foi a cidade com que mais me identifiquei – e, de certa forma, para a qual sempre olhei como mais do que um destino de viagem. Não admira, por isso, que a primeira coisa que disse à minha mãe assim que começámos a andar pelas ruas da cidade tenha sido: sinto que estou em casa.

Qualquer pessoa que me conheça desde os 12 anos pode corroborar esta história: mudar-me para Nova Iorque foi o sonho da minha adolescência. Perdi a conta às vezes que admirei as ruas de Manhattan pelo pequeno ecrã; não me canso – e acho que nunca me cansarei – de ver a cena de abertura do Breakfast at Tiffany’s, com Moon River como fundo. Sonhei, por muitos anos, com um futuro em NYC – a viver num apartamento em Manhattan, enquanto conquistava o meu caminho na área da moda. Conhecer Nova Iorque fez-me regressar a essa parte de mim, que andou meio adormecida nos últimos anos.

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PESSOAL

Para 2020

Parece-me que, à semelhança do meu resumo de 2019, pode ser tarde para escrever sobre as minhas expectativas para este ano que começou há mais de duas semanas. No entanto, sinto que os meus planos para este recomeço de ano – e de década! – acabaram por ganhar mais forma nas semanas seguintes à passagem de ano em si. Adoro toda a magia de dezembro – especialmente a natalícia – mas confesso que gosto muito também de quando o ambiente acalma e as pessoas regressam às suas rotinas. E 2020 será muito sobre isso – sobre regressar às minhas.

Primeiro, decidi olhar para as minhas resoluções do ano passado para perceber quais as que ficaram por cumprir. Depois, dediquei um tempo para, calmamente, pensar em todas as áreas da minha vida – saúde, família, relações, trabalho, estudos, hobbies. Lembro-me da primeira vez que fiz uma introspeção deste género, num dos verões da casa da minha infância, em que visualizei tudo o que me rodeava – o que tinha de bom, de menos bom, de manter, de melhorar. Desde então, de vez em quando, gosto de me situar no tempo e no espaço, para perceber onde estou e para onde quero ir. Este ano, todo este processo coincidiu com a chegada de 2020. Depois deste bocadinho de mim para mim, comecei então a escrever o que espero dos próximos doze meses.

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