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Diaries #3 – Gerês Diaries

Partilhei no instagram, há algum tempo, que o segundo confinamento se revelou bastante mais difícil para mim comparativamente ao primeiro, em março do ano passado – e, pelo que acompanhei, pareceu-me não ser a única a senti-lo. Os primeiros meses de pandemia foram uma oportunidade para responder a uma necessidade que sentia há muito tempo – a de passar mais tempo em casa, a de regressar ao slow living e a de conseguir recentrar-me, com mais disponibilidade para além daquela que umas férias permitem. Não me quero alongar nas razões pelas quais estar constantemente em casa, por tempo indefinido, começa a ser destrutivo a partir de um certo ponto – estamos todas(os) cansadas(os) deste assunto, creio – mas gostava ainda assim de dizer que, no meio de toda esta confusão de emoções, a minha capacidade de reconhecer e de, principalmente, abraçar a incerteza tem-me vindo a surpreender.

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Viagens | Memórias de Nova Iorque

one year later, still playing Billy Joel’s New York State Of Mind in the background

Nova Iorque. Lembrem-se do vosso primeiro sonho – daquele primeiro momento em que se apercebem de que existe algo transcendente, que se revela superior a qualquer outra vontade. Nova Iorque. Lembrem-se do vosso primeiro propósito – daquele primeiro cenário pelo qual desistiriam de todos os outros, pelo qual nutrem um sentimento que não conseguem equiparar a nenhuma outra possibilidade, por muito boa que pareça. Há um ano, estava a caminho da minha cidade. Nova Iorque conquistou-me no primeiro segundo. Na verdade, conquistou-me há muitos anos, pelo pequeno ecrã da minha televisão, nos filmes que mostravam as ruas da cidade onde parece não haver impossíveis. Continuo sem encontrar palavras para descrever a sensação de andar pelas ruas de Nova Iorque. Sinto que pertenço. Sinto que posso ser quem quiser. Sinto que consigo conquistar as mais difíceis conquistas. Sinto que todos os meus sonhos estão ali, à minha espera. Sinto que estou de regresso ao meu caminho, a quem sou, a quem quero ser.

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Viagens | Praga

Nem parece verdade, como se de um passado bem longínquo se tratasse, mas comecei este ano de 2020 numa das minhas cidades preferidas – Praga. Esta semana de chuva, em que as temperaturas desceram bastante, relembrou-me do destino onde passei por mais frio. Os dois invernos que conheci de Praga puseram os de Helsínquia ou de Nova Iorque a um canto; mas, provavelmente, porque me preparei melhor para estes dois últimos. Este tempo traz-me à memória as viagens pelas capitais europeias nesta época do ano: as temperaturas mais baixas que se fazem sentir sempre mais cedo do que em Lisboa, como se o outono no centro e no norte da Europa não se pudesse atrasar (viram o que fiz aqui? porque os povos do sul são conhecidos pela pouca pontualidade? não?), os passeios pelos centros das cidades de chocolate quente na mão (acho que passei mais vezes pelos Starbucks de Praga do que pelos de Lisboa!), os almoços aconchegantes depois de uma manhã a caminhar pelas ruas quando finalmente se pode despir o casaco por umas horas. Só consigo encontrar uma época do ano que ultrapasse o outono na Europa – a natalícia. Este ano planeio uns quantos passeios pelo Chiado para amenizar as saudades dos mercados de Natal. Bom, vamos recordar Praga? Sentem-se, preparem uma chávena de chá e fiquem desse lado – vou contar-vos tudo sobre a cidade com mais magia e encanto que conheço.

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Diaries #1 – Vilamoura Diaries

Estou de regresso de Vilamoura e, como prometido no último post, venho contar-vos um pouco sobre os meus dias por lá. Partimos no fim-de-semana passado, para estarmos cerca de uma semana num dos meus lugares preferidos no Algarve. Este verão proporcionou-me dois reencontros bastante importantes para mim: primeiro, um regresso muito emocional à casa de férias dos meus avós, onde passei todos os meus verões desde pequena, da qual guardo muitas das minhas memórias preferidas com a minha família (e sobre a qual ainda hei de ganhar coragem para escrever, um dia) e, depois, um regresso a Vilamoura, onde passei a mesma semana de férias, durante alguns anos, também com os meus avós. Gostei muito de regressar, especialmente por me fazer lembrar do quanto a minha avó gostava dos nossos dias por lá – das caminhadas pela praia de manhã, com alguns jogos da malha pelo meio (que ensinei ao Bryan, ainda na nossa viagem pela Costa Vicentina, e acho que ele secretamente andou a treinar em casa, porque melhorou bastante desde então), dos almoços na varanda com o mar à nossa frente, dos passeios pela marina ao final do dia, das partidas de cartas antes de deitar.

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