PESSOAL

Winter ’22 Moodboard

Tenho aprendido a encontrar beleza em todas as estações – sem deixar, ainda assim, de relembrar o verão e o outono com um carinho especial. Cada vez mais penso que cada estação tem o seu quê de única, de passageira, o que me faz desfrutar mais dessa singularidade, porque sei que só dali a um ano regressará. Sobre o inverno: sinónimo de dias de frio, chuva e vento – três fenómenos que facilmente troco por dias quentes e soalheiros -, mas também de mais tempo em casa, noites mais longas, mais planos indoor. Apesar de começar oficialmente em finais de dezembro, sinto que o inverno se prolonga por muito mais do que três meses – diria que, da minha sensação nos últimos anos, novembro a abril têm sido meses de inverno. Em simultâneo, as últimas semanas do ano dedicadas à época natalícia acabam por ofuscar a entrada desta estação, por isso só entro realmente no espírito invernal a partir de janeiro – o que, acredito que para muitas pessoas, pode significar desânimo ou melanciolia, mas para mim tem vindo a significar serenidade, reflexão e até recomeço.

Read more “Winter ’22 Moodboard”
PESSOAL

Sobre Janeiro ’22

De há uns dois anos para cá comecei a encontrar alguma beleza nos January blues – apesar de, cada vez mais, me parecer que até o mês mais longo do ano está a passar demasiado rápido. Uma das minhas avós diz que os últimos anos têm passado num ápice – e eu tenho precisamente a mesma sensação. Janeiro continua a ser, ainda assim, um dos meses em que mais tenho consciência do decorrer das semanas, provavelmente por serem as primeiras daquele sentimento de recomeço do início do ano. Costuma ser um mês calmo, de regresso às rotinas, especialmente depois das festas de dezembro. Cada vez gosto mais de janeiro, para ser sincera – pela tranquilidade, pela simplicidade, pela magia do recomeço.

Read more “Sobre Janeiro ’22”
VIAGENS

Diaries #4 – Porto Diaries

De todas as promessas que fiz a mim mesma no início deste ano, existe uma que anda na minha cabeça há mais tempo do que qualquer uma das outras – fazer mais viagens. Se me conhecem pessoalmente, sabem que antes da pandemia as viagens eram uma constante nos meus dias, porque trabalhar era sinónimo de andar de avião – e, muitas vezes, de passar um ou dois dias em diversas cidades por esse mundo fora, para fazer o primeiro voo da manhã do dia seguinte de regresso a Lisboa. E apesar de, nesses tempos, sentir saudades de um estilo de vida com mais rotina e estabilidade, meses depois percebi que a sensação de que Londres está a duas horas, Estocolmo a quatro e Nova Iorque a sete, que o mundo está à distância de um voo na minha escala, deu-me uma visão de liberdade de que me custou muito – e ainda custa – despedir.

Read more “Diaries #4 – Porto Diaries”